O lançamento oficial do disco é dia nove de fevereiro (serei um dos primeiros), já para a semana, mas já se pode ouvir na net, eu vou escutar agora mesmo e já digo a minha opinião parcial sobre ele.
1.30.2004
Estou ansioso. Confesso que sou um fã de longa data.
O lançamento oficial do disco é dia nove de fevereiro (serei um dos primeiros), já para a semana, mas já se pode ouvir na net, eu vou escutar agora mesmo e já digo a minha opinião parcial sobre ele.
depois de escutado, acho que merece ser um bom presente de São Valentino, se por acaso tivesse namorada, como tal não acontece, terei que oferecer a mim mesmo a não ser que alguém daí se ofereça a isso.... não levarei a mal...
O lançamento oficial do disco é dia nove de fevereiro (serei um dos primeiros), já para a semana, mas já se pode ouvir na net, eu vou escutar agora mesmo e já digo a minha opinião parcial sobre ele.
1.29.2004
Filme, de nome, estrangeiro “Japón”, mas não nesse que se pensa, pois em português deve-se ler “rapôn”, para imitar a sua proveniência, mexicana.
Não gostei do filme, é fraco, a câmara anda demasiadas vezes ao ombro do realizador – faz-me lembrar, poucas vezes, o blairwitch project, ficando enjoado -, podia ter compensado com uma fotografia muito boa, que raramente acontece, a história até é interessante, mas mal explorada, roça o documentário sem nunca o ser, e quando o pretende não o pode ser, por o ter negado durante toda a hora anterior.
Quase nada se safa, mas a última cena, em que deambulamos em círculos, como no “Irreversível”, sobre um caminho de ferro, onde os realizador aos poucos nos fornece os últimos detalhes de um tragédia, está muito bem conseguido.
Fora disto tudo, valeu a pena o sacrifício, para não.
1.26.2004
1.25.2004
Estavam todos lá presentes, os importantes, os menos importantes, os ignorados e os três únicos que não tinham vindo de fato e gravata. Eles hesitaram por um momento, mas no final disseram:
“Boa sorte caro colega, agora irmão. Bem vindo a bordo e muitas felicidades para a tua vida profissional. E não te esqueças: vocês são a nata da sociedade, nenhuma profissão é mais honrosa que a vossa.”
Pelos vistos, sem o saber, estava entre os eleitos. Para comemorar o facto, regou-se de álcool e andou, pela última vez, entre os comuns mortais inferiores.
“Boa sorte caro colega, agora irmão. Bem vindo a bordo e muitas felicidades para a tua vida profissional. E não te esqueças: vocês são a nata da sociedade, nenhuma profissão é mais honrosa que a vossa.”
Pelos vistos, sem o saber, estava entre os eleitos. Para comemorar o facto, regou-se de álcool e andou, pela última vez, entre os comuns mortais inferiores.
1.24.2004
1.23.2004
O meu primeiro salário e também o primeiro sem o devido aumento, gostaria de saber qual seria a sensação se o tivesse recebido com o aumento?
Como protesto gastei-o alegremente no consumismo e no meio dele, por mero acaso – como deve ser sempre -, surgiu uma pérola que brilha no escuro, um hino para o inverno, campo e do segredo – e já agora para aqueles que acreditam nas utopias e defendem os nossos direitos enquanto outros dormem sobre o assunto.
Como protesto gastei-o alegremente no consumismo e no meio dele, por mero acaso – como deve ser sempre -, surgiu uma pérola que brilha no escuro, um hino para o inverno, campo e do segredo – e já agora para aqueles que acreditam nas utopias e defendem os nossos direitos enquanto outros dormem sobre o assunto.
Contracorrente (3)
Este risco azul que escorre contra a vontade branca que o cerca e o oprime, contorna-o de significados contra a corrente de vazios que atravessam todo o espaço.
Acto de contestar ou acto de apenas contestar?
Vou contra a corrente, grito para ti, como para ninguém, inútil, como esta tinta e estas palavras que sua consciência o têm.
Sinto-me inútil, como toda a minha vida, excepto, é claro, a minha infância em que tinha a sensação de viver e de querer ser alguém quando fosse grande. Isso foi há muito tempo, já nem me lembro do que queria ser e agora, que já sou velho – para os padrões de outrora – perdi-me do caminho. Onde está o pastor?
Ridículo, sim sou ridículo com estas palavras com quem tento ser grande na minha pequenez. Sim sou ridículo nesta retórica.
Que ridículo sou eu e tu que lês isto e te revês nisto!
Este risco azul que escorre contra a vontade branca que o cerca e o oprime, contorna-o de significados contra a corrente de vazios que atravessam todo o espaço.
Acto de contestar ou acto de apenas contestar?
Vou contra a corrente, grito para ti, como para ninguém, inútil, como esta tinta e estas palavras que sua consciência o têm.
Sinto-me inútil, como toda a minha vida, excepto, é claro, a minha infância em que tinha a sensação de viver e de querer ser alguém quando fosse grande. Isso foi há muito tempo, já nem me lembro do que queria ser e agora, que já sou velho – para os padrões de outrora – perdi-me do caminho. Onde está o pastor?
Ridículo, sim sou ridículo com estas palavras com quem tento ser grande na minha pequenez. Sim sou ridículo nesta retórica.
Que ridículo sou eu e tu que lês isto e te revês nisto!
… Hoje adormeci… Solidarizei-me com os dorminhocos deste mundo e acordei a pensar que tinha uma boa desculpa para o fazer, uma boa desculpa… Afinal hoje era dia de greve e eu estive lá com os meus colegas… hehehehe… Viva às greves, acho que deviam haver mais, tal como as greves estudantis de que tanto gostava. Sempre dormia mais alguma coisa nesses dias.
Mas não digam a ninguém que estive a dormir, é segredo e se algum dia me acusarem, eu negarei tudo, simplesmente tudo, tanto nos meus sonhos como na vida real, aquela que é bonita de se viver enquanto se dorme a fingir que se faz greve.
Mas não digam a ninguém que estive a dormir, é segredo e se algum dia me acusarem, eu negarei tudo, simplesmente tudo, tanto nos meus sonhos como na vida real, aquela que é bonita de se viver enquanto se dorme a fingir que se faz greve.
1.22.2004
Contracorrente (2)
(ovelha mastiga a relva no meio de outras e o pastor vigia-as)
bate contra a vontade
não confunde a árvore com a floresta
segue um trilho não existente
escurece a alma em branco.
(e uma ovelha pasta placidamente com os seus companheiros nos pastos sugeridos pelo pastor)
bate a morte à porta, de
algum conhecido
sem memória para durar, de
uma insignificância atroz.
(e uma ovelha segue o seu caminho conjuntamente com os seus semelhantes para casa, guiadas pelo pastor)
no meio do branco…. Rasgado!
entre um
infinito de cores
cinzas.
(e uma ovelha vive para dar crias e lã, tal como as outras, para contentamento do seu pastor)
uma bata branca,
não explica nada,
mesmo com tinta,
o vazio desta folha.
(e engorda a ovelha para um dia ser devorada pelo seu pastor, destino semelhante para todas, não só o dela. É uma vida de ovelha)
(ovelha mastiga a relva no meio de outras e o pastor vigia-as)
bate contra a vontade
não confunde a árvore com a floresta
segue um trilho não existente
escurece a alma em branco.
(e uma ovelha pasta placidamente com os seus companheiros nos pastos sugeridos pelo pastor)
bate a morte à porta, de
algum conhecido
sem memória para durar, de
uma insignificância atroz.
(e uma ovelha segue o seu caminho conjuntamente com os seus semelhantes para casa, guiadas pelo pastor)
no meio do branco…. Rasgado!
entre um
infinito de cores
cinzas.
(e uma ovelha vive para dar crias e lã, tal como as outras, para contentamento do seu pastor)
uma bata branca,
não explica nada,
mesmo com tinta,
o vazio desta folha.
(e engorda a ovelha para um dia ser devorada pelo seu pastor, destino semelhante para todas, não só o dela. É uma vida de ovelha)
1.21.2004
Contracorrente (1)
Directo (a caminho) à nascente do rio
Só água a dizer adeus
Para longe do mar, de
Lágrimas de sal.
Vive o mundo à volta,
Como no passeio de uma grande avenida,
Conduzindo na faixa errada,
Fugindo a polícias (da censura).
Contra o espaço branco,
Contra o silêncio,
Contra as linhas,
Contra o sentido,
Criando(novo)-o!
Directo (a caminho) à nascente do rio
Só água a dizer adeus
Para longe do mar, de
Lágrimas de sal.
Vive o mundo à volta,
Como no passeio de uma grande avenida,
Conduzindo na faixa errada,
Fugindo a polícias (da censura).
Contra o espaço branco,
Contra o silêncio,
Contra as linhas,
Contra o sentido,
Criando(novo)-o!
1.20.2004
1.19.2004
Soube hoje que não vou ser aumentado no primeiro salário da minha vida. Como caloiro na função pública e na recepção de salários, por troca de serviços prestados, estou na dúvida se posso ficar indignado por isso!
Posso solidarizar-me com os meus colegas públicos, mesmo sabendo que tenho um aumento proporcional a qualquer salário que receba, visto nunca ter tido um antes?
Será moralmente correcto o quê?
Posso solidarizar-me com os meus colegas públicos, mesmo sabendo que tenho um aumento proporcional a qualquer salário que receba, visto nunca ter tido um antes?
Será moralmente correcto o quê?
Numa carrinha, todos da mesma equipa mas não de futebol, discutiam as razões da bola.
Todos tinham opiniões diferentes sobre a mesma coisa
"foi pênalti, sem dúvidas"
"não tenho dúvidas como não o foi"
"foi mas é muito bem simulado, se fosse eu o árbito também o marcaria"
"cá a mim não enganavam"
"são todos uns ladrões"
Diferentes opiniões, iguais na certeza da sua subjectividade discutida como objectiva.
Um diálogo objectivo entre paredes.
Todos tinham opiniões diferentes sobre a mesma coisa
"foi pênalti, sem dúvidas"
"não tenho dúvidas como não o foi"
"foi mas é muito bem simulado, se fosse eu o árbito também o marcaria"
"cá a mim não enganavam"
"são todos uns ladrões"
Diferentes opiniões, iguais na certeza da sua subjectividade discutida como objectiva.
Um diálogo objectivo entre paredes.
1.16.2004
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