5.17.2004
5.14.2004
5.13.2004
inadaptado, incapaz, inadequado, ineficaz, infeliz... mais poderias ser o nome do filme protagonizado por Nicolas Cage no filme "Inadaptado".
Centra-se num escritor de guiões que ultrapassa uma fase de branca, até aí está bem conseguido mas meter um final disparatado, onde tudo corre bem, as pessoas ficam felizes .. para tudo o sempre.
No meio do filme alguém diz que o principal num filme é a sua conclusão, tem de ser algo que arrebate o público, em força (não tanto como o Vincent Gallo).
Um filme interessante que peca pelo final, como muitos outros....falta sempre alguma coisa, algo que o torne fnão banal ou não igual aos outros, não por ser pretender ser diferente mas por seguir uma história diferente... no fim chegasse a conclusão que a história não interessa, apenas a conclusão que já sabemos como terminará.
Centra-se num escritor de guiões que ultrapassa uma fase de branca, até aí está bem conseguido mas meter um final disparatado, onde tudo corre bem, as pessoas ficam felizes .. para tudo o sempre.
No meio do filme alguém diz que o principal num filme é a sua conclusão, tem de ser algo que arrebate o público, em força (não tanto como o Vincent Gallo).
Um filme interessante que peca pelo final, como muitos outros....falta sempre alguma coisa, algo que o torne fnão banal ou não igual aos outros, não por ser pretender ser diferente mas por seguir uma história diferente... no fim chegasse a conclusão que a história não interessa, apenas a conclusão que já sabemos como terminará.
5.12.2004
Herman Hesse escreveu um livro em que a personagem era metade lobo/homem ("O Lobo das Estepes" se não me falha a memória) mas bem podia ter escrito um livro sobre um homem que sofria de um distúrbio de personalidade que o levava a ser coelho de quando em quando, comer cenouras, saltitar por tudo que era canto e fugir dos predadores. A sua outra metade ria-se, era o homem que havia dentro do homem, olhava pelo coelho e evitava que ele caísse em maiores perigos ou que fosse levado por eles.
Eu apanhei um na rua e consegui captar a sua transissão.. Eles andam aí, disfarçados mas de vez em quando dá-lhes para saltitar e se voçês não tiverem figos à mão eles vos roeram até ao tutano.
Eu tenho sempre um figo no bolso..
Eu apanhei um na rua e consegui captar a sua transissão.. Eles andam aí, disfarçados mas de vez em quando dá-lhes para saltitar e se voçês não tiverem figos à mão eles vos roeram até ao tutano.
Eu tenho sempre um figo no bolso..
5.11.2004
Merece uma pequena menção estes colegas, assim os presumo, se calhar já os vi em carne e osso, menos osso que carne, pensando melhor apenas a carne. Eles formam uma pequena tribo, a dos sonhos e materializam-na em palavras… essencialmente. Um deles resolveu partilhar consigo algumas leituras… vale sempre a pena espreitar e tentar saber se a esta tribo também pertenço, eu gostava mas não sonho na realidade há já algum tempo, não por falta de companhia mas por falta de espírito, aquele que nos tolda a estrutura que vê o mundo.
5.10.2004
5.05.2004
Uns rezam, outros ficam perplexos, outros estasiados, outros estupidificados, outros petrificados, outros alheios, outros revoltam-se, ouros ajoelham-se, outros saem de si, outros viram-se para o desconhecido como quem olha um conhecido, há quem espero, outro que desespera, outro que mata sem saber porquê, um que foge, outro que se deixa apanhar, outro que se mata, outro que o tenta salvar, outro que não percebe o que se está a passar e olha os outros sem compreender porque agem eles assim, dá meia volta e fica a olhar para o mar que lhe trás a calma e paz.
Na imensidão que medeia o tempo inexistente, espero sentado à espera na janela enquanto as nuvens passam e a chuva não vem.
Onde está ela?
Alguns não podem comparecer, a falta era esperada, mas ela não.
O tempo permanece alheio a ela, o meu não, mas o que é que isso interessa? Sento-me no parapeito, olho lá para fora, levanto-me para ir buscar uma camisola que o vento traz tempo frio e alheio-me dele, do tempo.
Onde está ela?
Penso que não tarda nada, se calhar é melhor tirar a roupa da corda! Não me mexo e deixo-me ali ficar à espera que ela venha, ela vem sempre. Assim espero, que as ruas necessitam de uma limpeza de espirito, o meu, aquele que as vê, as ruas imundas, quando ela tarda em aparecer.
Onde está ela?
Alguns não podem comparecer, a falta era esperada, mas ela não.
O tempo permanece alheio a ela, o meu não, mas o que é que isso interessa? Sento-me no parapeito, olho lá para fora, levanto-me para ir buscar uma camisola que o vento traz tempo frio e alheio-me dele, do tempo.
Onde está ela?
Penso que não tarda nada, se calhar é melhor tirar a roupa da corda! Não me mexo e deixo-me ali ficar à espera que ela venha, ela vem sempre. Assim espero, que as ruas necessitam de uma limpeza de espirito, o meu, aquele que as vê, as ruas imundas, quando ela tarda em aparecer.
5.03.2004
Há dias assim, as imagens que captamos parecem-nos desenhos da realidade, fantasias que gostavamos que fossem sempre assim, coloridas e bem dispostas mas nem sempre é possível, talvez por causa do sono, do muito sono que se sente neste ainda não idoso corpo mas já gasto e cheio de mazelas para o futuro cada vez mais idoso que se aproxima...
5.01.2004
As palavras faltam-me, o branco ocupa cada vez mais espaço mas seguramente que alguns raios de um negro mais que preto apareceram por aqui e inquietaram-me a alma conturbada com o mundo lá de fora repleta de presas e predadores.
Alguém anda, caminha, percorre as terras áridas do Texas apenas munido com uma vontade irracional, um boné vermelho enviado na cabeça, uma boca muda rodeada por uma barba em crescendo e um corpo ausente.
A própria personagem não sabe porque começou a andar, onde quer ir, quem é, qual foi a razão inicial disto tudo.
Alguém o encontra, o irmão, tal como o seu filho que não vê faz anos, a mulher desapareceu e percebe-se que isso é a causa do gérmen.
Um amor que nunca mais acaba, uma relação demasiado forte, uma emoção que transborda pelos poros e sufoca a vida que se encontra dentro do magro corpo. Os outros sentem-se igualmente sufocados e embrenhados no subconsciente desta estranha personagem. Todos andam à deriva numa paisagem árida filmada para nos agradar e nos impelir a seguir pelas estradas no seu encalço, sem nada na cabeça, apenas o vasto deserto escaldante.
Os corpos unem-se mas não os dos amantes, uma mulher e um pequeno rapaz, um casal abraça o afastamento e um solitário corpo acelera na camioneta que comprou à espera de ir parar aonde tudo começou, Paris, um pedaço de nada no meio do Texas. Foi lá onde tudo começou.
Wim Wenders consegue-nos transmitir isto no seu filme "Paris, Texas" através de uma fotografia apelativa do deserto, recriando o seu imaginário na nossa cabeça e ficamos a pensar se o Texas é mesmo assim? Será que existem pessoas assim tão humanas na América? As personagens femininas são estrangeiras naquele vasto continente, têm um fundo europeu mas será por isso o nome do filme que nos transporta sempre para a torre Eiffel e não para as grandes máquinas metalizadas sugadoras de petróleo do grande Texas? Alguém que nada procura ou perdeu o que pretendia encontrar e só através da ajuda de outrem reencontra o caminho para o qual nunca foi destinado e perde-se novamente por entre os grandes animais que desbastam o subsolo daquele deserto. Será o deserto texano assim tão bonito como ele nos pretende dizer?
Eu creio que sim e por lá vagueio o meu ausente corpo, no encalço de quem realmente não procuro
A própria personagem não sabe porque começou a andar, onde quer ir, quem é, qual foi a razão inicial disto tudo.
Alguém o encontra, o irmão, tal como o seu filho que não vê faz anos, a mulher desapareceu e percebe-se que isso é a causa do gérmen.
Um amor que nunca mais acaba, uma relação demasiado forte, uma emoção que transborda pelos poros e sufoca a vida que se encontra dentro do magro corpo. Os outros sentem-se igualmente sufocados e embrenhados no subconsciente desta estranha personagem. Todos andam à deriva numa paisagem árida filmada para nos agradar e nos impelir a seguir pelas estradas no seu encalço, sem nada na cabeça, apenas o vasto deserto escaldante.
Os corpos unem-se mas não os dos amantes, uma mulher e um pequeno rapaz, um casal abraça o afastamento e um solitário corpo acelera na camioneta que comprou à espera de ir parar aonde tudo começou, Paris, um pedaço de nada no meio do Texas. Foi lá onde tudo começou.
Wim Wenders consegue-nos transmitir isto no seu filme "Paris, Texas" através de uma fotografia apelativa do deserto, recriando o seu imaginário na nossa cabeça e ficamos a pensar se o Texas é mesmo assim? Será que existem pessoas assim tão humanas na América? As personagens femininas são estrangeiras naquele vasto continente, têm um fundo europeu mas será por isso o nome do filme que nos transporta sempre para a torre Eiffel e não para as grandes máquinas metalizadas sugadoras de petróleo do grande Texas? Alguém que nada procura ou perdeu o que pretendia encontrar e só através da ajuda de outrem reencontra o caminho para o qual nunca foi destinado e perde-se novamente por entre os grandes animais que desbastam o subsolo daquele deserto. Será o deserto texano assim tão bonito como ele nos pretende dizer?
Eu creio que sim e por lá vagueio o meu ausente corpo, no encalço de quem realmente não procuro
4.29.2004
Várias lentes, várias penas, várias realidades paralelas que correm ao mesmo tempo. Numa morresse, na outra continuasse vivo, a água não os atingi e os outros fogem dela ou são expulsos por pessoas de preto, com penas nos chapéus, de anjos que voavam em bandos mas deslumbrados pelo mundo dos mortais deixaram-se apanhar por dardos vindo de homens munidos de espingardas.
Quando acordaram já não voavam, como Icarus até ao sol, apenas conseguiam estar estatelados no chão a observar os seus companheiros e as pessoas a irem embora. já ninguém quer saber destas asas caídas. Os anjos como as pessoas sofrem, são desacreditados, crescem e morrem quando não têm asas. As cicatrizes não desaparecem e ficam para sempre com eles nas suas costas e almas.
O homem das lentes tem as mãos de ferro e não consegue sentir a delicadeza que um anjo transporta…nas suas penas.
De um filme que não era suposto ser visto, algo que surpreendeu surgiu, e dele nasceu este pedaço de texto que relata o bizarro mundo deste filme, com o também estranho nome de “Northfork”, uma cidade que está prestes a desaparecer para dar lugar a um grande lago, onde pessoas iram navegar e peixes irão viver, nas casas onde outrora eram de pessoas…. No meio surgirá uma casa construída em cima de um casco, como a arca de Noé… mas apenas com animais empalhados.
4.26.2004
Tás descansado em casa sem nada para fazer, lês o jornal, desculpem, na verdade lês os anúncios de trabalho porque queres ter um pouco mais de dinheiro na carteira para comprar os últimos ténis da moda, comprar um carro, casa ou um computador, não interessa, queres mais dinheiro, para quando abrires a carteira não te sentires deprimido sem ele.
Encontras por mero acaso, quando já nada previa o seu encontro, “queres ser cobaia? Dinheiro fácil sem nenhum risco? Apenas queremos um pouco do seu tempo e ser você mesmo, mais nada!”. Como estás farto da tua profissão, o dinheiro é mais que fácil, o instituto que a protagoniza o anúncio é oficial, não deve haver nenhum problema.
Mas cobaia para quê?
Um dia adormeces e acordas dentro de uma prisão, tu és um prisioneiro ou um guarda e tens que te comportar como tal para o bem do teu desempenho, ao qual te comprometeste devido ao dinheiro que receberás por ele.
A situação é temporária mas as regras são para ser cumpridas durante esse período de tempo estipulado e como sempre uns as ditam, sem as questionarem e os outros que as têm de suportar e questionam-nas sempre. Fora disso existem câmaras de vigilância que controlam todos os movimentos dos guardas como dos prisioneiros e as suas reacções. Consoante a evolução das respostas aos comportamentos de cada um, são inseridos novas regras para serem cumpridas e para serem mandadas cumprir. Qual será o seu objectivo? Saber até que ponto vai a tolerância humana? A bestialidade dos homens perante os seus iguais quando estão em posições de poder? A partir de que momento é que o homem deixa de se puder vergar e quebra-se como um palito.
Assim poderia ser a sinopse deste filme alemão, uma boa experiência mas não esperem que os actores tenham complacência para com vocês que apenas estiveram a vê-los sem nada fazer.
Para além do título pouco cativante creio que a palavra "principiantes" também se ajusta a este realizador, Lone Scherfig, que realizou um filme banal que tenta mostrar em alguns momentos deste filme a crueza da vida de algumas pessoas na Dinamarca mas ao mesmo tempo barra tudo com romances que nada ficam atrás dos protagonizados por 99% dos filmes de Holywood.
Um filme ainda feito segundo os principios do dogma 95 mas sem nenhum fulgor que caracterizou esta vertente cinematográfica, nem a história, nem a filmagem nua e muitas vezes crua que não tem nenhum despudor em mostrar o quanto horrivel é vida de algumas pessoas.
Não tenho apetência para apenas filmes duros e a roçar a bestialidade humana que se encontra no dia a dia mas este filme também não consegue ser uma ilusão bem conseguida de como deveria (creio que nunca é possível) ser a vida com os nossos outros companheiros mortais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)