Lançamento de “O Ciclo das Sedas”, livro de Poesia de Cristina Néry, dia 25/02/2005 (sexta-feira) no Bar D. Dinis, Coimbra, pelas 21h30.
Apresentação pela Professora Graça Capinha da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e leitura pela Oficina de Poesia da Faculdade de Letras da Universidade Coimbra.
2.21.2005
2.15.2005
2.14.2005
"Como a "classe artística" é das mais corporativas e o medo de ser chamado inculto tolhe as vozes, manifestos como estes são ouvidos em silêncio temeroso. Para o fim ainda um reparo: ao contrário do que diz o manifesto, os clássicos de hoje não foram os experimentais de ontem. A cultura não é um ramo da arqueologia em que a passagem do tempo transforma em preciosidade do presente o que era banal e vulgar no seu tempo. Basta ir a uma biblioteca ou a uma pinacoteca para perceber que não há passagem do tempo que dê qualidade àquilo que nunca a teve. Antes pelo contrário, o tempo tem um terrível efeito depurador neste universo. E, muitas vezes, os aplaudidos do passado, quando vistos do presente, não passam duns medíocres que tiveram a sorte de ser apoiados no seu tempo."
Gostava de saber, o que duvido que esta senhora que escreve no público alguma vez perceberá, quem é que escolhe o que deve ou não deve estar nas bibliotecas? Será que isso não será uma forma de "poder", isto é de dizer o que é "bom"?
E já que falamos de "boa" arte, ela fala, será que conseguirá definir um conceito minimamente coerente e consensual?
E já que tudo se encontra numa biblioteca, pergunto-me o porquê de haver arte contemporânea? De haver museus de arte contemporânea? Para que serviram eles? Suponho que não às pessoas que lá vão, porque essas nada percebem de arte, porque ela não se encontra nas tais bibliotecas do saber universal e cristalizado, mas sim para dar o ganha-pão a uns míseros fingidores de artistas...(talvez como os jornais, para dar o ganha-pão a uns falsificadores de noticias e de verdades)
Gostava de saber, o que duvido que esta senhora que escreve no público alguma vez perceberá, quem é que escolhe o que deve ou não deve estar nas bibliotecas? Será que isso não será uma forma de "poder", isto é de dizer o que é "bom"?
E já que falamos de "boa" arte, ela fala, será que conseguirá definir um conceito minimamente coerente e consensual?
E já que tudo se encontra numa biblioteca, pergunto-me o porquê de haver arte contemporânea? De haver museus de arte contemporânea? Para que serviram eles? Suponho que não às pessoas que lá vão, porque essas nada percebem de arte, porque ela não se encontra nas tais bibliotecas do saber universal e cristalizado, mas sim para dar o ganha-pão a uns míseros fingidores de artistas...(talvez como os jornais, para dar o ganha-pão a uns falsificadores de noticias e de verdades)
2.11.2005

A melhor rádio do mundo...
...talvez também de Portugal....
...com possibilidade de escutar on-line....
2.10.2005
Hoje gostava de ser um Jack Kerouac e apenas vaguear por esse mundo fora, sem nenhuma razão em especial para além de ir para onde se vai e depois, de lá se ter chegado, continuar para onde se quiser ir, sempre para um outro sítio. Sem nenhuma razão aparente. Talvez apenas para não parar, não ficar no mesmo sítio durante demasiado tempo, não criar raízes, não querer habituar o corpo, não querer ficar com medo de partir e deixar algo para trás. O que é que realmente fica para trás que não venha com a memória?
2.07.2005
2.02.2005
Vieira da Silva
Não é o meu quadro preferido dela mas é um dos meus preferidos....
...noites sonhando com a biografia da Vieira da Silva... acho que caminho fatalmente para a loucura daqueles que não querem viver no presente, não neste, de hoje, dos próximos meses....
"...
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz,
..." in Tabacaria de Fernando Pessoa
Não me quero tornar num assim....
1.31.2005
1.28.2005
1.18.2005
Conversa de entre dois adolescentes no metro:
“Sabes o que é que eu fazia a todos os Ucranianos, Chinocas, Russos e outros da sua laia? Mandava-os todos para o caralhinho.”
“Pois.” Anuiu o outro.
“Vêm para cá, trabalham por uma ninharia e tiram-nos os empregos. Aí daquele que se atreva a roubar-me o trabalho. Ia-lhe ao focinho…”
A memória dos emigrantes é curta. Para quem já foi, e continua a ser mas em menor numero, um povo de emigrantes, a hipocrisia é uma palavra demasiado mole para definir este esquecimento temporal.
A culpa nunca é do patrão que contrata pessoas e as explorar com salários injustos, tal como na traição a culpa não é do cônjuge que pratica o acto mas da pessoa de fora (el@) que “provocam” a situação. Essa pessoa é que deve ser punida, tal como o imigrante.
A memória de galinha num povo cada vez mais repleto de bestas.
“Sabes o que é que eu fazia a todos os Ucranianos, Chinocas, Russos e outros da sua laia? Mandava-os todos para o caralhinho.”
“Pois.” Anuiu o outro.
“Vêm para cá, trabalham por uma ninharia e tiram-nos os empregos. Aí daquele que se atreva a roubar-me o trabalho. Ia-lhe ao focinho…”
A memória dos emigrantes é curta. Para quem já foi, e continua a ser mas em menor numero, um povo de emigrantes, a hipocrisia é uma palavra demasiado mole para definir este esquecimento temporal.
A culpa nunca é do patrão que contrata pessoas e as explorar com salários injustos, tal como na traição a culpa não é do cônjuge que pratica o acto mas da pessoa de fora (el@) que “provocam” a situação. Essa pessoa é que deve ser punida, tal como o imigrante.
A memória de galinha num povo cada vez mais repleto de bestas.
1.10.2005
1.06.2005
Música para ouvir com muitos, mas mesmo muitos, tampões nos ouvidos.
Excelente para esta altura de tanto estudo e do qual parece prolongar-se até à eternidade....mais um caminhar para a loucura!
1.05.2005
"Também gostava que em 2005 desaparecesse a televisão, a pública e a privada, que desaparecesse mesmo o televisor. A sua insidiosa pressão sobre os nossos órgãos dos sentidos vai anestesiando o pensar, hipnotizando o sentido crítico, reptilizando o raciocínio. O televisómano torna-se um poltrão, no sentido literal de sentado na poltrona, olhando bovinamente aquele quadradito de imagens velozes. Como podemos depois ter cidadãos sadios? A televisão é um aparelho contra o método. Também gostava que acabassem os telemóveis e os espremedores eléctricos, mas praticamente ninguém está de acordo comigo. " in público 5/01/2004
12.31.2004
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