3.28.2005

É esta a marca que deixo no mundo...

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... dependendo da sapatilha que calço...

...será que por isso deixa de ser minha? a marca deixada no mundo...

3.20.2005

“O que está em causa, parece-nos, não é uma “explicação” das pinturas, mas se as ideias intrínsecas transportadas nas armações destes quadros têm significado. Sentimos que as nossas pinturas demonstram as nossas crenças estéticas, algumas das quais referimos a seguir:
1. Para nós, a arte é uma aventura num mundo desconhecido, que pode ser explorado apenas por quem quer assumir o risco.
2. Este mundo da imaginação está isento de extravagâncias e opõe-se violentamente ao senso comum.
3. É nossa função como artistas fazer com que o espectador veja o mundo à nossa maneira – não à sua.
4. Defendemos a expressão simples do pensamento complexo. Somos a favor da forma grande, porque assim tem o impacto do inequívoco. Gostaríamos de reafirmar o plano da figura. Somos favoráveis a formas planas porque destroem a ilusão e revelam a verdade.
5. Existe generalizadamente entre os pintores a noção de que não importa o que se pinta, desde que esteja bem pintado. Isto é a essência do academismo. Não existe boa pintura acerca de coisa nenhuma. Afirmamos que o motivo é crucial e que apenas este conteúdo é válido e trágico e intemporal. Por isso, professamos uma afinidade espiritual com a arte primitiva e arcaica.

Consequentemente, se o nosso trabalho incorpora estas crenças, deve insultar quem quer que seja que esteja espiritualmente sintonizado com decoração de interior; quadros para a casa; quadros para colocar sobre a lareira; quadros com cenas americanas; quadros sociais; pureza na arte; chaleiras vencedoras de prémios; a National Academy, a Whitney Academy, a Corn Belt Academy; castanheiros; ninharias, etc.”
Rothko

3.17.2005

Ainda me lembro de responder à pergunta feita pelo meu pai sobre o que é que eu quereria ser grande fosse grande,

"Viver de rendimentos e não ter que trabalhar."

O quanto estava certo numa tão tenra idade...

3.15.2005

“O papel do artista, evidentemente, sempre foi o de fazedor de imagens. Tempos diferentes exigem imagens diferentes. Hoje em dia, quando as nossas aspirações foram reduzidas a tentativas desesperadas de escapar da maldade e os tempos se deslocaram, as nossas imagens, obsessivas, subterrâneas e pictográficas, são a expressão da neurose que é a nossa realidade.” Adolph Gottlieb, 1947, in Rothko, Taschen
“Estamos a reafirmar o desejo natural do homem pelo sublime, pela preocupação do nosso relacionamento com as emoções absolutas. Não precisamos dos apoios obsoletos de uma lenda fora de moda e antiquada. Estamos a criar imagens cuja realidade é evidente por si, e que é desprovida de apoios e muletas que evocam associações com imagens antiquadas, e que são não só sublimes como são belas. Estamos a libertar-nos de impedimentos da memória, associação, nostalgia, lenda mito, seja o que for que tenham sido os instrumentos da pintura da Europa Ocidental. Em vez de fazermos catedrais a partir de Cristo, do homem ou da “vida”, estamos a fazê-lo a partir de nós, dos nossos próprios sentimentos. A imagem que produzimos é a evidência da revelação, real e concreta, que pode ser entendida por quem quer que olhe para ela sem os nostálgicos óculos da história.” Barnett Newman, 1948 in Rothko, Taschen

2.24.2005

Lançamento de “O Ciclo das Sedas”, livro de Poesia de Cristina Néry, dia 25/02/2005 (sexta-feira) no Bar D. Dinis, Coimbra, pelas 21h30.
Apresentação pela Professora Graça Capinha da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e leitura pela Oficina de Poesia da Faculdade de Letras da Universidade Coimbra.

2.22.2005

NARRAÇÃO DE UMA VIDA JÁ EXTINTA




.... a do meu avô....parte dela...

2.21.2005

No dia a seguir ao PS ter obtido pela primeira vez na sua história uma maioria absoluta no parlamento, nuvens cinzentas se abatem sobre Lisboa. Será prenúncio de mau presságio?


Veremos….

...O tempo tem sempre razão, nem que seja no dominio da sua inevitabilidade.

2.15.2005



Apareceu hoje no meu correio.....

.... fica a dúvida, quem é que terá feito isto?

...pelo que averiguei apenas apareceu em caixas do correio da região de Lisboa...

2.14.2005

"Como a "classe artística" é das mais corporativas e o medo de ser chamado inculto tolhe as vozes, manifestos como estes são ouvidos em silêncio temeroso. Para o fim ainda um reparo: ao contrário do que diz o manifesto, os clássicos de hoje não foram os experimentais de ontem. A cultura não é um ramo da arqueologia em que a passagem do tempo transforma em preciosidade do presente o que era banal e vulgar no seu tempo. Basta ir a uma biblioteca ou a uma pinacoteca para perceber que não há passagem do tempo que dê qualidade àquilo que nunca a teve. Antes pelo contrário, o tempo tem um terrível efeito depurador neste universo. E, muitas vezes, os aplaudidos do passado, quando vistos do presente, não passam duns medíocres que tiveram a sorte de ser apoiados no seu tempo."

Gostava de saber, o que duvido que esta senhora que escreve no público alguma vez perceberá, quem é que escolhe o que deve ou não deve estar nas bibliotecas? Será que isso não será uma forma de "poder", isto é de dizer o que é "bom"?

E já que falamos de "boa" arte, ela fala, será que conseguirá definir um conceito minimamente coerente e consensual?

E já que tudo se encontra numa biblioteca, pergunto-me o porquê de haver arte contemporânea? De haver museus de arte contemporânea? Para que serviram eles? Suponho que não às pessoas que lá vão, porque essas nada percebem de arte, porque ela não se encontra nas tais bibliotecas do saber universal e cristalizado, mas sim para dar o ganha-pão a uns míseros fingidores de artistas...(talvez como os jornais, para dar o ganha-pão a uns falsificadores de noticias e de verdades)

2.11.2005



A melhor rádio do mundo...

...talvez também de Portugal....

...com possibilidade de escutar on-line....

2.10.2005

by Susan Trangmar, Ambrose Field, Owen Roberts

Dejá vu.....
Hoje gostava de ser um Jack Kerouac e apenas vaguear por esse mundo fora, sem nenhuma razão em especial para além de ir para onde se vai e depois, de lá se ter chegado, continuar para onde se quiser ir, sempre para um outro sítio. Sem nenhuma razão aparente. Talvez apenas para não parar, não ficar no mesmo sítio durante demasiado tempo, não criar raízes, não querer habituar o corpo, não querer ficar com medo de partir e deixar algo para trás. O que é que realmente fica para trás que não venha com a memória?

2.07.2005

carnaval é carnaval.. é sempre uma palhaçada.....

by Me

"Onde está o Wally?" perguntam eles...

"Não sei, venham descobrir" respondeu ele num tom sarcástico e com um boné as riscas vermelhas sobre a cabeça.....

2.02.2005

Vieira da Silva

Não é o meu quadro preferido dela mas é um dos meus preferidos....

...noites sonhando com a biografia da Vieira da Silva... acho que caminho fatalmente para a loucura daqueles que não querem viver no presente, não neste, de hoje, dos próximos meses....

"...
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz,
..." in Tabacaria de Fernando Pessoa

Não me quero tornar num assim....

1.31.2005

Adeus arredores.... sem nenhuma saudade....


1.28.2005

"Senhor doutor doi-me aqui!"

"Não há problema, bote-lhe nutela, muita nutela que isso passa logo...."

1.18.2005

Conversa de entre dois adolescentes no metro:
“Sabes o que é que eu fazia a todos os Ucranianos, Chinocas, Russos e outros da sua laia? Mandava-os todos para o caralhinho.”
“Pois.” Anuiu o outro.
“Vêm para cá, trabalham por uma ninharia e tiram-nos os empregos. Aí daquele que se atreva a roubar-me o trabalho. Ia-lhe ao focinho…”

A memória dos emigrantes é curta. Para quem já foi, e continua a ser mas em menor numero, um povo de emigrantes, a hipocrisia é uma palavra demasiado mole para definir este esquecimento temporal.
A culpa nunca é do patrão que contrata pessoas e as explorar com salários injustos, tal como na traição a culpa não é do cônjuge que pratica o acto mas da pessoa de fora (el@) que “provocam” a situação. Essa pessoa é que deve ser punida, tal como o imigrante.
A memória de galinha num povo cada vez mais repleto de bestas.

1.10.2005

O que escondes tu ground glass?

O que é que escondias tu naquele dia?

Nada, o mais provável.

Mas mesmo assim continuo curioso...

by Me


“The clinical importance of sleep apnea arises from the fact that it is one of the leading causes of excessive daytime sleepiness…” in Harrison (livro de medicina interna)

Traduzindo: o problema não é a doença mas sim o que causa a doença, pessoas que dormem demais e não trabalham…