o tempo queima tudo...
ops, o fogo queima tudo,
menos a memória do futuro perdido mas será mesmo?
uma ilusao esta que pretendo possuir hoje,
nas minhas ideias que assombram a cabeça?
o fogo queima tudo, até os postos dos telefones,
e a internet vai-se embora com ele,
o silêncio forçado re-aparece e só esporadicamente é corrompido.
Não há imagens mas elas virão, lentamente com o sarar das feridas.
8.22.2005
by MeNem uma bem fresquinha arrefece a fúria do fogo. Bem tentei oferecer mas recusou com um gesto rude e feio. Espero que arda no inferno e largue a crosta terreste só para nós, humanos... os que valerem a pena cá estarem, porque os outros bem podem ir fazer uma festa, juntamente com o fogo que arde e se vê, nos confins do inferno com Lucifer e o Diabo como cicerones.
8.21.2005
8.20.2005
by MePor momentos, disse-me ele, ele que talvez fosse eu, pensei que tinha o mundo aos meus pés.
Desabou e caí em mim.
Nada encontrei num primeiro olhar.
Começo a encontrar os cacos que restaram,
e já montei um novo ser,
um novo silêncio e brancura
prontos a serem novamente penetrados,
pelo ruído e sujidade.
4.24.2005
4.16.2005
4.06.2005
3.28.2005
3.20.2005
“O que está em causa, parece-nos, não é uma “explicação” das pinturas, mas se as ideias intrínsecas transportadas nas armações destes quadros têm significado. Sentimos que as nossas pinturas demonstram as nossas crenças estéticas, algumas das quais referimos a seguir:
1. Para nós, a arte é uma aventura num mundo desconhecido, que pode ser explorado apenas por quem quer assumir o risco.
2. Este mundo da imaginação está isento de extravagâncias e opõe-se violentamente ao senso comum.
3. É nossa função como artistas fazer com que o espectador veja o mundo à nossa maneira – não à sua.
4. Defendemos a expressão simples do pensamento complexo. Somos a favor da forma grande, porque assim tem o impacto do inequívoco. Gostaríamos de reafirmar o plano da figura. Somos favoráveis a formas planas porque destroem a ilusão e revelam a verdade.
5. Existe generalizadamente entre os pintores a noção de que não importa o que se pinta, desde que esteja bem pintado. Isto é a essência do academismo. Não existe boa pintura acerca de coisa nenhuma. Afirmamos que o motivo é crucial e que apenas este conteúdo é válido e trágico e intemporal. Por isso, professamos uma afinidade espiritual com a arte primitiva e arcaica.
Consequentemente, se o nosso trabalho incorpora estas crenças, deve insultar quem quer que seja que esteja espiritualmente sintonizado com decoração de interior; quadros para a casa; quadros para colocar sobre a lareira; quadros com cenas americanas; quadros sociais; pureza na arte; chaleiras vencedoras de prémios; a National Academy, a Whitney Academy, a Corn Belt Academy; castanheiros; ninharias, etc.”
Rothko
1. Para nós, a arte é uma aventura num mundo desconhecido, que pode ser explorado apenas por quem quer assumir o risco.
2. Este mundo da imaginação está isento de extravagâncias e opõe-se violentamente ao senso comum.
3. É nossa função como artistas fazer com que o espectador veja o mundo à nossa maneira – não à sua.
4. Defendemos a expressão simples do pensamento complexo. Somos a favor da forma grande, porque assim tem o impacto do inequívoco. Gostaríamos de reafirmar o plano da figura. Somos favoráveis a formas planas porque destroem a ilusão e revelam a verdade.
5. Existe generalizadamente entre os pintores a noção de que não importa o que se pinta, desde que esteja bem pintado. Isto é a essência do academismo. Não existe boa pintura acerca de coisa nenhuma. Afirmamos que o motivo é crucial e que apenas este conteúdo é válido e trágico e intemporal. Por isso, professamos uma afinidade espiritual com a arte primitiva e arcaica.
Consequentemente, se o nosso trabalho incorpora estas crenças, deve insultar quem quer que seja que esteja espiritualmente sintonizado com decoração de interior; quadros para a casa; quadros para colocar sobre a lareira; quadros com cenas americanas; quadros sociais; pureza na arte; chaleiras vencedoras de prémios; a National Academy, a Whitney Academy, a Corn Belt Academy; castanheiros; ninharias, etc.”
Rothko
3.17.2005
3.15.2005
“O papel do artista, evidentemente, sempre foi o de fazedor de imagens. Tempos diferentes exigem imagens diferentes. Hoje em dia, quando as nossas aspirações foram reduzidas a tentativas desesperadas de escapar da maldade e os tempos se deslocaram, as nossas imagens, obsessivas, subterrâneas e pictográficas, são a expressão da neurose que é a nossa realidade.” Adolph Gottlieb, 1947, in Rothko, Taschen
“Estamos a reafirmar o desejo natural do homem pelo sublime, pela preocupação do nosso relacionamento com as emoções absolutas. Não precisamos dos apoios obsoletos de uma lenda fora de moda e antiquada. Estamos a criar imagens cuja realidade é evidente por si, e que é desprovida de apoios e muletas que evocam associações com imagens antiquadas, e que são não só sublimes como são belas. Estamos a libertar-nos de impedimentos da memória, associação, nostalgia, lenda mito, seja o que for que tenham sido os instrumentos da pintura da Europa Ocidental. Em vez de fazermos catedrais a partir de Cristo, do homem ou da “vida”, estamos a fazê-lo a partir de nós, dos nossos próprios sentimentos. A imagem que produzimos é a evidência da revelação, real e concreta, que pode ser entendida por quem quer que olhe para ela sem os nostálgicos óculos da história.” Barnett Newman, 1948 in Rothko, Taschen
2.24.2005
Lançamento de “O Ciclo das Sedas”, livro de Poesia de Cristina Néry, dia 25/02/2005 (sexta-feira) no Bar D. Dinis, Coimbra, pelas 21h30.
Apresentação pela Professora Graça Capinha da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e leitura pela Oficina de Poesia da Faculdade de Letras da Universidade Coimbra.
Apresentação pela Professora Graça Capinha da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e leitura pela Oficina de Poesia da Faculdade de Letras da Universidade Coimbra.
2.21.2005
2.15.2005
2.14.2005
"Como a "classe artística" é das mais corporativas e o medo de ser chamado inculto tolhe as vozes, manifestos como estes são ouvidos em silêncio temeroso. Para o fim ainda um reparo: ao contrário do que diz o manifesto, os clássicos de hoje não foram os experimentais de ontem. A cultura não é um ramo da arqueologia em que a passagem do tempo transforma em preciosidade do presente o que era banal e vulgar no seu tempo. Basta ir a uma biblioteca ou a uma pinacoteca para perceber que não há passagem do tempo que dê qualidade àquilo que nunca a teve. Antes pelo contrário, o tempo tem um terrível efeito depurador neste universo. E, muitas vezes, os aplaudidos do passado, quando vistos do presente, não passam duns medíocres que tiveram a sorte de ser apoiados no seu tempo."
Gostava de saber, o que duvido que esta senhora que escreve no público alguma vez perceberá, quem é que escolhe o que deve ou não deve estar nas bibliotecas? Será que isso não será uma forma de "poder", isto é de dizer o que é "bom"?
E já que falamos de "boa" arte, ela fala, será que conseguirá definir um conceito minimamente coerente e consensual?
E já que tudo se encontra numa biblioteca, pergunto-me o porquê de haver arte contemporânea? De haver museus de arte contemporânea? Para que serviram eles? Suponho que não às pessoas que lá vão, porque essas nada percebem de arte, porque ela não se encontra nas tais bibliotecas do saber universal e cristalizado, mas sim para dar o ganha-pão a uns míseros fingidores de artistas...(talvez como os jornais, para dar o ganha-pão a uns falsificadores de noticias e de verdades)
Gostava de saber, o que duvido que esta senhora que escreve no público alguma vez perceberá, quem é que escolhe o que deve ou não deve estar nas bibliotecas? Será que isso não será uma forma de "poder", isto é de dizer o que é "bom"?
E já que falamos de "boa" arte, ela fala, será que conseguirá definir um conceito minimamente coerente e consensual?
E já que tudo se encontra numa biblioteca, pergunto-me o porquê de haver arte contemporânea? De haver museus de arte contemporânea? Para que serviram eles? Suponho que não às pessoas que lá vão, porque essas nada percebem de arte, porque ela não se encontra nas tais bibliotecas do saber universal e cristalizado, mas sim para dar o ganha-pão a uns míseros fingidores de artistas...(talvez como os jornais, para dar o ganha-pão a uns falsificadores de noticias e de verdades)
2.11.2005

A melhor rádio do mundo...
...talvez também de Portugal....
...com possibilidade de escutar on-line....
Subscrever:
Mensagens (Atom)
by Me
by Me



