10.04.2005

Três grandes perolas da música contemporânea que tenho escutado com alguma regularidade:

"Oh, Inverted World" The Shins 2001
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"Chutes Too Narrow" The Shins 2003
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" Songs for Sick Days" Homescience (ano ??)
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Fazem-me lembrar as primeiras vezes que escutei Belle & Sebastien, os seus três primeiros albuns e ep's....e um pouco de Red House Painters, estes um pouco melancólicos e bucólicos em demasia.

Para iluminar um pouco este outubro solarengo, talvez num último esforço para nos oferecer um pouco mais de Verão e introduzir-nos no outono que se avizinha cheio de vento, frio, alguma chuva e com muitas folhas castanhas espalhadas pelas ruas das nossas cidades....
Ele que vai estar amanhã no CCB, a não perder, para quem estiver por essas bandas...ele que já não é o mesmo que fez o mágnifico:
Image hosted by Photobucket.com decorria o ano de 1982....

Se calhar o albúm apropriado para a situação social em que Portugal vive, quiça o que necessitamos é de uma nova sociedade, passemos todos a escutar este albúm e talvez nesse dia tenhamos uma renovada e "boa" nova sociedade portuguesa....HE HE HE HE HE!

(Era uma bela utopia. Que se viva repleto de utopias e que essas utopias embelezem o que nos rodeia....)

10.01.2005

TUVALU, filme alemão de 1999.

"Uma fantástica viagem ao mundo dos sonhos. Um filme estranho surreal, original, de uma beleza hipnótica."

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Concordo com a descrição do filme, estranho, onírico, idílico que transporta o espectador para um mundo de sonho a sépia, onde tudo é possível e no fim as estórias acabam como nós queremos.

Este filme transporta-me para outros dois filmes, "Delicatessen" de 1991 e "Luna Papa" de 1999, este último com a curiosidade de ter a mesma actriz que participa em Tuvalu, Chulpan Khamatova, ela que tem participa no mais conhecido "Good Bye Lenin!"

9.28.2005

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"A Choir os empty beds", o segundo album do senhor B. Fleischmann, um album repleto de electrónica, melodias e algum jazz, escondido. O album faz companhia aos sonhos e pinta-os a cor.

Depois fez o excelente:
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que é um duplo cd, um dos quais com apenas uma música de nome mais que apropriado:
"Take your time" e é uma viagem psicadélica, acolhedora e minimalista sem ser monótona.....

para quem tem tempo e ainda o usa para apreender coisas novas, a escutar.

9.27.2005

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Descreveram-me o filme como:
"Lindo, uma poesia única, riso e choro num só sentimento..."

Com descrições destas não deveria ter perdido o filme, nem que seja para depois dizer:
"Não concordei nada..."

Mas nem isso posso dizer, ou apenas concordar....

Conclusão:
Retorno às bases e como já me chamaram:
"Provinciano"...talvez mas já sinto falta dessa disponibilidade cinematográfica que me fez companhia por mais de uma ano e meio....

9.17.2005

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"De Tanto Bater o meu Coração Parou"...

Um filme muito bem realizado, em que nenhuma cena está a mais, tem ritmo e agarra o espectador.
Tem um único senão, o termino do filme, não a ultima cena que mostra, de do actor principal a escutar um concerto de musica classica mas as cenas que antecedem essa ultima.

A junção do onirico, representado pela paixão pelo piano e musica classica, com o lado sujo da vida "mais" real do dia a dia, do que é necessário fazer para o ganha pão. Como estes mundos colidem e se abnegam em ciclos viciosos de feedback positivo. O que daí resulta? Puderia dizer sempre a mesma coisa, sempre os mesmos resultados, mas não creio e talvez como diz Steinbeck no seu livro "A Leste do Paraíso", quando refere uma frase biblica sobre Caim e Abel, "Timshel", isto é "Tu podes" dominar o pecado. Mas com isto já estou a fugir um pouco do filme e a divergir as multiplicidades de interpretações e de discussão....

8.30.2005

o tempo queima tudo...
ops, o fogo queima tudo,
menos a memória do futuro perdido mas será mesmo?
uma ilusao esta que pretendo possuir hoje,
nas minhas ideias que assombram a cabeça?

o fogo queima tudo, até os postos dos telefones,
e a internet vai-se embora com ele,
o silêncio forçado re-aparece e só esporadicamente é corrompido.
Não há imagens mas elas virão, lentamente com o sarar das feridas.

8.22.2005

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Nem uma bem fresquinha arrefece a fúria do fogo. Bem tentei oferecer mas recusou com um gesto rude e feio. Espero que arda no inferno e largue a crosta terreste só para nós, humanos... os que valerem a pena cá estarem, porque os outros bem podem ir fazer uma festa, juntamente com o fogo que arde e se vê, nos confins do inferno com Lucifer e o Diabo como cicerones.
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A força destruidora aproxima-se deste retiro quase paradisiaco da confusão que a cidade instala no interior dos seres que a habitam... que continue apenas proximo, não mais que isso....

8.21.2005

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O PIOR FILME FEITO E VISTO DOS ULTIMOS TEMPOS.

A EVITAR.

Sem mais comentários, nem sequer me digno a dizer a razão da sua mediocridade....

8.20.2005

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Por momentos, disse-me ele, ele que talvez fosse eu, pensei que tinha o mundo aos meus pés.
Desabou e caí em mim.
Nada encontrei num primeiro olhar.


Começo a encontrar os cacos que restaram,
e já montei um novo ser,
um novo silêncio e brancura
prontos a serem novamente penetrados,
pelo ruído e sujidade.
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e com o pé dei cabo do silêncio e restituí a brancura.
as marcas do tempo estão presentes
nas ranhuras deixadas na sola do pé,
como a pele de um velho,
com histórias por contar.

4.24.2005

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4.16.2005

A não perder..... mais um concerto de um grupo de referência dentro da cena musical conotada como neo-classica/militarista... juguslávos/eslovenos...e mais não digo


4.06.2005



"From Bone To Satellite" Tarantel... decorria o ano de 1999

Música para ouvir ao sol, deprimido ou alegre, com ou sem companhia, de noite ou de dia, a estudar ou a vegetar de papo para o ar, a trabalhar (para quem pode).... uma surpresa bem escondida....

3.28.2005

É esta a marca que deixo no mundo...

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... dependendo da sapatilha que calço...

...será que por isso deixa de ser minha? a marca deixada no mundo...

3.20.2005

“O que está em causa, parece-nos, não é uma “explicação” das pinturas, mas se as ideias intrínsecas transportadas nas armações destes quadros têm significado. Sentimos que as nossas pinturas demonstram as nossas crenças estéticas, algumas das quais referimos a seguir:
1. Para nós, a arte é uma aventura num mundo desconhecido, que pode ser explorado apenas por quem quer assumir o risco.
2. Este mundo da imaginação está isento de extravagâncias e opõe-se violentamente ao senso comum.
3. É nossa função como artistas fazer com que o espectador veja o mundo à nossa maneira – não à sua.
4. Defendemos a expressão simples do pensamento complexo. Somos a favor da forma grande, porque assim tem o impacto do inequívoco. Gostaríamos de reafirmar o plano da figura. Somos favoráveis a formas planas porque destroem a ilusão e revelam a verdade.
5. Existe generalizadamente entre os pintores a noção de que não importa o que se pinta, desde que esteja bem pintado. Isto é a essência do academismo. Não existe boa pintura acerca de coisa nenhuma. Afirmamos que o motivo é crucial e que apenas este conteúdo é válido e trágico e intemporal. Por isso, professamos uma afinidade espiritual com a arte primitiva e arcaica.

Consequentemente, se o nosso trabalho incorpora estas crenças, deve insultar quem quer que seja que esteja espiritualmente sintonizado com decoração de interior; quadros para a casa; quadros para colocar sobre a lareira; quadros com cenas americanas; quadros sociais; pureza na arte; chaleiras vencedoras de prémios; a National Academy, a Whitney Academy, a Corn Belt Academy; castanheiros; ninharias, etc.”
Rothko

3.17.2005

Ainda me lembro de responder à pergunta feita pelo meu pai sobre o que é que eu quereria ser grande fosse grande,

"Viver de rendimentos e não ter que trabalhar."

O quanto estava certo numa tão tenra idade...

3.15.2005

“O papel do artista, evidentemente, sempre foi o de fazedor de imagens. Tempos diferentes exigem imagens diferentes. Hoje em dia, quando as nossas aspirações foram reduzidas a tentativas desesperadas de escapar da maldade e os tempos se deslocaram, as nossas imagens, obsessivas, subterrâneas e pictográficas, são a expressão da neurose que é a nossa realidade.” Adolph Gottlieb, 1947, in Rothko, Taschen
“Estamos a reafirmar o desejo natural do homem pelo sublime, pela preocupação do nosso relacionamento com as emoções absolutas. Não precisamos dos apoios obsoletos de uma lenda fora de moda e antiquada. Estamos a criar imagens cuja realidade é evidente por si, e que é desprovida de apoios e muletas que evocam associações com imagens antiquadas, e que são não só sublimes como são belas. Estamos a libertar-nos de impedimentos da memória, associação, nostalgia, lenda mito, seja o que for que tenham sido os instrumentos da pintura da Europa Ocidental. Em vez de fazermos catedrais a partir de Cristo, do homem ou da “vida”, estamos a fazê-lo a partir de nós, dos nossos próprios sentimentos. A imagem que produzimos é a evidência da revelação, real e concreta, que pode ser entendida por quem quer que olhe para ela sem os nostálgicos óculos da história.” Barnett Newman, 1948 in Rothko, Taschen