10.29.2005

Sinal da paz na lapela,
No capacete:“Born to Kill”,
Incongruente?
Sim, o homem.

Image hosted by Photobucket.com Stanley Kubrik


Critica a morte de mulheres e crianças,
Mas também mata mulheres,
Como se abatem cavalos em sofrimento.
Chorasse os mortos,
Inicialmente, depois passa a rotina.
Já não há nada para chorar,
Nem a perda da consciência,
Nem a loucura que nasce.

“This is my Riffle,
There are many like it,
But this one is mine.

Without my riffle I’m useless”
Gritam a plenos pulmões,
Sem convicção, então,
Para a descobrir no terreno.

As armas não existem,
Nem os perigos,
Apenas os homens incongruentes,
(in)Felizes por estarem vivos,
Pensam eles,
Mortos à nascença,
Contraditórios por natureza,
Loucos sem o saberem,
Loucos por enlouquecerem os outros,
Sem o saberem,
Com a sua incongruência e inocência que só o homem pode possuir,
E a sua loucura,
[única solução de um homem saudável].

10.21.2005

Muitas recordações.... de memórias que não foram minhas.

!973, 1980, 1981.....

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e uma mais recente...desde aí que nunca mais foi a mesma... decorria o ano de 1992, primeiro album dela (talvez ainda com a memória fresca das tais recordações)

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10.19.2005

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Stairway to...

Para onde gostarias que elas te levassem?

Eu acho que sei para onde fujo e tu?

10.13.2005

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É na escuridão que se encontram as perolas, multicolores, que é a dádiva da luz recebida pelos olhos.

10.09.2005

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Dia de descanso, voto, comprar o jornal e o do dia anterior que não tinha sido adquirido por descuido, por isso dia de leitura, de conversas banais com transeuntes, café fora de casa, tirar as ultimas marcas do verão do alpendre, pois já apanham a chuva que penetra até aos seus ossos, os corrói e os destrói.

Dia de repor escrita esquecida no tempo de pequenos cadernos, feitos para mãos pequenas e canetas minúsculas. A letra, por estranho que pareça, aparece do tamanho normal e com uma caligrafia mais que perfeita. Apanham um pouco de água, que a esborrata mas nada de importante é perdido, ganhasse um pouco de tinta na mão, como recordação.

E o tempo passa ao compasso de uma luz cada vez mais amarelada, tal como os velhos livros esquecidos no sotão de uma também antiga casa. Lá no meio encontrei estas palavras perdidas pelo tempo, já um pouco inclinadas pelo peso da idade, numa língua latina que não a nossa e proveniente de uma mão desconhecida. Restou esta memória ou este objecto de memória, pouco antes de terem alimentado mais um fogo que aquece algumas almas numa gélida noite de inverno, esperando para que o sol de Verão volte.

10.08.2005

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O momento quando a luz escrevia na escuridão.

O que escrevia?

Não sei, mas transmitia a paz igual à que se tem quando enviamos a cabeça dentro de água e o mundo distorce, nos sentidos, e tudo parece mais calmo.

10.07.2005

Há quem se feche a sete chaves, dentro de si mesmo, fale consigo mesmo, coloque grades antes de chegar ao seu portão de entrada e veja tudo, o mundo, pelo espaço que separa as barras que o (des)protegem. Lá do alto mira tudo com curiosidade e guarda tudo para si, como relíquias que só para ele foram feitas.
Por outro lado existem aqueles que se encerram do lado de fora e colocam dentro das grades o mundo, frágil, que nos rodeia com a intenção de o preservar e se possível congelar no tempo e perpetuar os “bons velhos” tempos.

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A imagem é igual para os dois lados, basta apenas escolher o lado em que se prefere viver….

10.06.2005

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Foi um acontecimento raro, pelo menos este ano, o das chamas que devoram árvores a um ritmo inumano.
Por isso, só o podia apanhar em flagrante delito, ainda que à distância. Apanhei-o desprevenido e assim o consegui.

Ouve um trausente que me impressinou pela astúcia:
"O que mais impressionou-me nele foi o som por ele provocado. Foi assim que descobri que ele andava por perto. Nunca mais me hei-de esquecer. Juro pela alma da minha mãezinha que está lá em cima no céu."

Eu acreditei, que a mãezinha dele tinha ido para o céu, com muitas reticências desde que li Gil Vicente, e que o som é único, mas isso já não posso confirmar ou garantir até porque as películas fotográficas ainda não têm a capacidade de captar o som e a imagem ao mesmo tempo.

10.04.2005

Três grandes perolas da música contemporânea que tenho escutado com alguma regularidade:

"Oh, Inverted World" The Shins 2001
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"Chutes Too Narrow" The Shins 2003
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" Songs for Sick Days" Homescience (ano ??)
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Fazem-me lembrar as primeiras vezes que escutei Belle & Sebastien, os seus três primeiros albuns e ep's....e um pouco de Red House Painters, estes um pouco melancólicos e bucólicos em demasia.

Para iluminar um pouco este outubro solarengo, talvez num último esforço para nos oferecer um pouco mais de Verão e introduzir-nos no outono que se avizinha cheio de vento, frio, alguma chuva e com muitas folhas castanhas espalhadas pelas ruas das nossas cidades....
Ele que vai estar amanhã no CCB, a não perder, para quem estiver por essas bandas...ele que já não é o mesmo que fez o mágnifico:
Image hosted by Photobucket.com decorria o ano de 1982....

Se calhar o albúm apropriado para a situação social em que Portugal vive, quiça o que necessitamos é de uma nova sociedade, passemos todos a escutar este albúm e talvez nesse dia tenhamos uma renovada e "boa" nova sociedade portuguesa....HE HE HE HE HE!

(Era uma bela utopia. Que se viva repleto de utopias e que essas utopias embelezem o que nos rodeia....)

10.01.2005

TUVALU, filme alemão de 1999.

"Uma fantástica viagem ao mundo dos sonhos. Um filme estranho surreal, original, de uma beleza hipnótica."

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Concordo com a descrição do filme, estranho, onírico, idílico que transporta o espectador para um mundo de sonho a sépia, onde tudo é possível e no fim as estórias acabam como nós queremos.

Este filme transporta-me para outros dois filmes, "Delicatessen" de 1991 e "Luna Papa" de 1999, este último com a curiosidade de ter a mesma actriz que participa em Tuvalu, Chulpan Khamatova, ela que tem participa no mais conhecido "Good Bye Lenin!"

9.28.2005

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"A Choir os empty beds", o segundo album do senhor B. Fleischmann, um album repleto de electrónica, melodias e algum jazz, escondido. O album faz companhia aos sonhos e pinta-os a cor.

Depois fez o excelente:
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que é um duplo cd, um dos quais com apenas uma música de nome mais que apropriado:
"Take your time" e é uma viagem psicadélica, acolhedora e minimalista sem ser monótona.....

para quem tem tempo e ainda o usa para apreender coisas novas, a escutar.

9.27.2005

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Descreveram-me o filme como:
"Lindo, uma poesia única, riso e choro num só sentimento..."

Com descrições destas não deveria ter perdido o filme, nem que seja para depois dizer:
"Não concordei nada..."

Mas nem isso posso dizer, ou apenas concordar....

Conclusão:
Retorno às bases e como já me chamaram:
"Provinciano"...talvez mas já sinto falta dessa disponibilidade cinematográfica que me fez companhia por mais de uma ano e meio....

9.17.2005

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"De Tanto Bater o meu Coração Parou"...

Um filme muito bem realizado, em que nenhuma cena está a mais, tem ritmo e agarra o espectador.
Tem um único senão, o termino do filme, não a ultima cena que mostra, de do actor principal a escutar um concerto de musica classica mas as cenas que antecedem essa ultima.

A junção do onirico, representado pela paixão pelo piano e musica classica, com o lado sujo da vida "mais" real do dia a dia, do que é necessário fazer para o ganha pão. Como estes mundos colidem e se abnegam em ciclos viciosos de feedback positivo. O que daí resulta? Puderia dizer sempre a mesma coisa, sempre os mesmos resultados, mas não creio e talvez como diz Steinbeck no seu livro "A Leste do Paraíso", quando refere uma frase biblica sobre Caim e Abel, "Timshel", isto é "Tu podes" dominar o pecado. Mas com isto já estou a fugir um pouco do filme e a divergir as multiplicidades de interpretações e de discussão....

8.30.2005

o tempo queima tudo...
ops, o fogo queima tudo,
menos a memória do futuro perdido mas será mesmo?
uma ilusao esta que pretendo possuir hoje,
nas minhas ideias que assombram a cabeça?

o fogo queima tudo, até os postos dos telefones,
e a internet vai-se embora com ele,
o silêncio forçado re-aparece e só esporadicamente é corrompido.
Não há imagens mas elas virão, lentamente com o sarar das feridas.

8.22.2005

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Nem uma bem fresquinha arrefece a fúria do fogo. Bem tentei oferecer mas recusou com um gesto rude e feio. Espero que arda no inferno e largue a crosta terreste só para nós, humanos... os que valerem a pena cá estarem, porque os outros bem podem ir fazer uma festa, juntamente com o fogo que arde e se vê, nos confins do inferno com Lucifer e o Diabo como cicerones.
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A força destruidora aproxima-se deste retiro quase paradisiaco da confusão que a cidade instala no interior dos seres que a habitam... que continue apenas proximo, não mais que isso....

8.21.2005

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O PIOR FILME FEITO E VISTO DOS ULTIMOS TEMPOS.

A EVITAR.

Sem mais comentários, nem sequer me digno a dizer a razão da sua mediocridade....

8.20.2005

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Por momentos, disse-me ele, ele que talvez fosse eu, pensei que tinha o mundo aos meus pés.
Desabou e caí em mim.
Nada encontrei num primeiro olhar.


Começo a encontrar os cacos que restaram,
e já montei um novo ser,
um novo silêncio e brancura
prontos a serem novamente penetrados,
pelo ruído e sujidade.
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e com o pé dei cabo do silêncio e restituí a brancura.
as marcas do tempo estão presentes
nas ranhuras deixadas na sola do pé,
como a pele de um velho,
com histórias por contar.