3.07.2009
3.05.2009
Schlafen gut, disse-me ele.
Não respondi, não havia nada a responder. Responder poderia levar a um mau início de sono, pois teria que pensar em acordar, pensar em algo para responder e depois dizer. Após isso, já teria estragado a entrada nos sonhos dos dias anteriores, questão central na minha higiene do sono, continuar onde tinha parado no dia anterior. Guardava sempre um apontamento do dia anterior, que fazia sempre ao acordar. Isso não. Não respondi nada.... e perdi o sono à mesma....
by Me
Não respondi, não havia nada a responder. Responder poderia levar a um mau início de sono, pois teria que pensar em acordar, pensar em algo para responder e depois dizer. Após isso, já teria estragado a entrada nos sonhos dos dias anteriores, questão central na minha higiene do sono, continuar onde tinha parado no dia anterior. Guardava sempre um apontamento do dia anterior, que fazia sempre ao acordar. Isso não. Não respondi nada.... e perdi o sono à mesma....
by Me
2.17.2009
1.31.2009
1.29.2009
1.28.2009
1.27.2009
1.21.2009
Nem sempre a noite é o que parece ser, nem as pessoas que a habitam, nem mesmo quando habitamos os mesmo sítios, há mesma hora, com as mesmas palavras... seguramente que os significados são diferentes, tal como as cores.... ninguém reparou que via tudo de vermelho, nem eu próprio, só no dia seguinte, ao rever as imagens da noite anterior reparei que estava tudo tingido de vermelho.......
By Me
By Me
1.19.2009
Alguns beijos são relutantes....
Não se faz nada para que ele aconteça, mesmo com muito ensaio ou preparação, não é possível.
Será um beijo impossível?
Então porque o tentam?
Representam desejarem querer o beijo? Será que se pode viver desejando querer não querendo?
Uma forma de vida que aceita sem aceitar e que para os outros é indiferente que aconteça ou não?
Como pode um beijo ser tão inócuo e incómodo?
Se a vida fosse um beijo, seria igualmente complicado e ficava tudo na mesma, aguardando para que ele aconteça... até hoje....
By Me
1.13.2009
1.07.2009
1.05.2009
Ele era apenas um vizinho, mas nunca o via durante a luz do dia, ou cruzava-se com ele no corredor do prédio... apenas o via, sob luz forte e a sua silhueta. Em conversas com outros vizinhos, reparei que ninguém alguma vez tivesse cruzado com ele ou o tivesse visto. Ninguém sabia descrever a sua voz, a sua roupa... um dia, enquanto falava com o proprietário do prédio, sacou a informação que nem ele o tinha conhecido pessoalmente, tinha sido um advogado qualquer a tratar de tudo... mas quem é que seria esse inquilino? Alguém conhecido que desejava o seu anonimato? um criminoso? um doido? um psicopata?
Um dia deixou uma maquina fotográfica escondida no corredor do prédio, mas não conseguiu nenhuma foto melhor que esta... e apenas reforçou a existência do vizinho misterioso.
By Me
1.03.2009
Não sei o que me deu mas estou seguro de uma coisa, deixei algo naquele lugar. Muito provavelmente guardei um segredo no fundo daquele lago. Tenho a sensação que o gostava de ter de volta mas já nem sei em qual pedra o deixei preso ou se o deixei mal preso e ele se desprendeu e rumou caminho até ao pacífico.
Pior do que não saber onde o deixei guardado, é não saber o que lá guardei.
Se não sei o que deixei, como posso sequer ter a sensação de sentir falta dela? será um segredo recalcado? Ou uma memória ficcionada que construí para preencher o vazio da minha vida presente? Ou será apenas mais uma invenção, igual a tantas outras, para dar sentido ao respirar de todos os dias?
Sinceramente já nem sei porque escrevo estas palavras, apenas sei que ficou alguma coisa presa a esta fotografia, que já nem sei se realmente era minha...
By Me
12.31.2008
quando se deseja que do outro lado as coisas sejam melhores, quando se deseja estar onde não se está, estar com quem nunca se está.... é de quem deseja fugir, fugir dos pais, do país, dos amigos, ainda mais dos desconhecidos, do trabalho, da responsabilidade, de ter um plano, de voltar a ter um pais que nos acarinhem e nos digam o que podemos ou não fazer.... deseja-se uma regressão, ir para dentro do útero materno, no meio do liquido amniótico, onde a temperatura é constante, a comida chega constantemente e nada altera o nosso equilíbrio... deseja-se nunca ter chegado a adulto, a ter desenvolvido ideia, ter experimentado e agora não conseguir viver sem elas....
Nesses momentos as montanhas merecem outro tipo de respeito, repara-se que elas não são meros objectos sem qualquer significado ou relevo, não são meras fronteiras, obstáculos, mas sim pontos de passagem obrigatória para quem quer chegar a algum lado, crescer, encontrar-se.... o cume de qualquer montanha passa a ser o vislumbre do ritual que temos que ultrapassar ou os obstáculos que já se ultrapassou....
12.30.2008
Há dias assim, acorda-se e estranhamos o mundo. Ele estranha-nos de volta. Olhamos e reparamos que vivemos num mundo irreal, desenhado a preto e branco e é igual aquelas bandas desenhadas que apenas encontramos em lojas especializadas. Os objectos não têm formas definidas, parece que tudo pode mudar de um momento para o outro, umas escada pode tornar-se numa serpente ou o chão desaparecer debaixo dos meus pés e cair indefinidamente....
Por mais que tente, o dia continua assim e aguardo que acorde melhor no dia seguinte, que os sonhos sejam desenhados a carvão e que a luz do dia seja mais real e nítida. Enquanto espero, aproveito estes momentos de caos sensorial e experimentação, onde não se sabe o que é real ou irreal. Pode ser que consiga sobreviver a mais um dia e não provocar muitos estragos....
By Pisco & Me
12.29.2008
Já lá vai mais de uma década..... já lá vem mais uma década... mas o vidro permanece parado no tempo, quando o vemos pelo tempo humano. Continua de cor avermelhado, com algo escrito nele, com pessoas dos dois lados a passarem, indiferente a ele e ele aos humanos, porque continuará cá enquanto eles estão apenas de passagem, no tempo dos humanos...
parou de olhar para o vidro, que reflectia as cores que vinham de dentro do café, do outro lado já tinha escurecido e as únicas luzes que chegavam eram a dos sons das ondas do Pacífico.
"Una caña más!" disse ele num castelhano quase imperceptível, não fosse acompanhado pelo movimento do braço e do indicador para o copo de cerveja vazio que estava pousado no tampo da mesa, entre folhas amarrotadas, rabiscos e conversa.....
By M.
parou de olhar para o vidro, que reflectia as cores que vinham de dentro do café, do outro lado já tinha escurecido e as únicas luzes que chegavam eram a dos sons das ondas do Pacífico.
"Una caña más!" disse ele num castelhano quase imperceptível, não fosse acompanhado pelo movimento do braço e do indicador para o copo de cerveja vazio que estava pousado no tampo da mesa, entre folhas amarrotadas, rabiscos e conversa.....
By M.
12.28.2008
Who are you?
quem és tu afinal?
Wer bist du?
porque não respondes? porque é que nunca respondes, tu que apareces sempre na minha vida e eu sempre escondido por detrás das paredes, postes, superfícies opacas a observar-te às escondidas... a espiar-te, a ver tudo que fazes, a tentar saber o que és, quem és, o que fazes, o que dizes, o que dizes fazer e não fazes, a documentar tudo.... mas quem és tu afinal, alguém que me ersegue, apesar de dizeres o contrário, que eu te sigo por tudo o lado? Tu é que vives na minha memória falseada, nas imagens dos meus olhos, nos sons dos meus ouvidos, a tocar nos pêlos do meu corpo..... quem és tu que invades e trespassas?
quem és tu? Saberás responder-me a isso? quem é que saberá....
By M.
12.19.2008
Com estas mãos escrevo, carrego no botão, pego em canetas, esfrego uma na outra em tempos de maior frio, sinto a pele dos outros, as rugas, a aspereza da vida que transportam neles, pego no pão que me alimenta, bato com elas nas minha cabeça nos dias de maior desespero, bato palmas quando a minha equipa marca golos ou alguém tocou uma música que me alimentou o ego, com as mãos seguro na bola de jogo, com estas mãos carrego o meu corpo, todos os dias para o dia seguinte... nelas guardo as minhas esperanças....
By M.
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