4.12.2009

4.07.2009

3.25.2009

3.17.2009

Tapando os ouvidos,
Auscultadores falam,
Através de músicas,
Desejando que nunca acabem,
Que não volte o silencio.

Simples seria,
Como pressionar um botão,
Repetir e repetir,
Música atrás de músicas,
Sentimento perpetuo...
O silêncio
Presente em cada lufada de ar
Dizias
Repleto de criticas.

No fim,
Mesmo com os ouvidos tapados,
Esmagaste todos os sentimentos
E sobraram destroços.

Deixei-os na calçada
Para que os vento os levasse,
Tal como pequenos Icarus,
Para junto do Sol
E desaparecessem.

3.07.2009

M. (aka gomes)

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3.05.2009

Schlafen gut, disse-me ele.

Não respondi, não havia nada a responder. Responder poderia levar a um mau início de sono, pois teria que pensar em acordar, pensar em algo para responder e depois dizer. Após isso, já teria estragado a entrada nos sonhos dos dias anteriores, questão central na minha higiene do sono, continuar onde tinha parado no dia anterior. Guardava sempre um apontamento do dia anterior, que fazia sempre ao acordar. Isso não. Não respondi nada.... e perdi o sono à mesma....

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2.17.2009

Objectos pululavam por aquela janela.
Alguns perto da janela, outros à volta das cabeças das pessoas.
Nenhum estava quieto,
quando dormiam, permaneciam à mesma a flutuar
tal como canoas sobre água.....

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2.11.2009

someone that wanted to be God.... the light was there, behind him, above everyone...

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1.31.2009

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1.29.2009

Bola mágica, diz-me que horas são?

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1.28.2009

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a luz que se ia embora, abraçava, desesperadamente, a que surgia nalguns lugares privilegiados dos edifícios.......

1.27.2009

Não são só as pessoas que se olham ao espelho.... os prédios também....  imagens distorcidas de si mesmo.... uns mais vaidosos e outros mais discretos.... e as pessoas que os habitam, alheados a todas esses acontecimentos, como se os prédiso fossem apenas matéria, sem sentimentos ou vida...


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1.21.2009

Nem sempre a noite é o que parece ser, nem as pessoas que a habitam, nem mesmo quando habitamos os mesmo sítios, há mesma hora, com as mesmas palavras... seguramente que os significados são diferentes, tal como as cores.... ninguém reparou que via tudo de vermelho, nem eu próprio, só no dia seguinte, ao rever as imagens da noite anterior reparei que estava tudo tingido de vermelho.......

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1.19.2009

Alguns beijos são relutantes....
Não se faz nada para que ele aconteça, mesmo com muito ensaio ou preparação, não é possível.
Será um beijo impossível?
Então porque o tentam?
Representam desejarem querer o beijo? Será que se pode viver desejando querer não querendo?
Uma forma de vida que aceita sem aceitar e que para os outros é indiferente que aconteça ou não?
Como pode um beijo ser tão inócuo e incómodo?
Se a vida fosse um beijo, seria igualmente complicado e ficava tudo na mesma, aguardando para que ele aconteça... até hoje....


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1.13.2009

O sol naquele dia era pesado.....

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1.07.2009

até os pássaros fogem destas paisagens cada vez mais gélidas... já nem em casa tenho os pés aquecidos....

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1.05.2009

Ele era apenas um vizinho, mas nunca o via durante a luz do dia, ou cruzava-se com ele no corredor do prédio... apenas o via, sob luz forte e a sua silhueta. Em conversas com outros vizinhos, reparei que ninguém alguma vez tivesse cruzado com ele ou o tivesse visto. Ninguém sabia descrever a sua voz, a sua roupa... um dia, enquanto falava com o proprietário do prédio, sacou a informação que nem ele o tinha conhecido pessoalmente, tinha sido um advogado qualquer a tratar de tudo... mas quem é que seria esse inquilino? Alguém conhecido que desejava o seu anonimato? um criminoso? um doido? um psicopata?

Um dia deixou uma maquina fotográfica escondida no corredor do prédio, mas não conseguiu nenhuma foto melhor que esta... e apenas reforçou a existência do vizinho misterioso.



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1.03.2009

Não sei o que me deu mas estou seguro de uma coisa, deixei algo naquele lugar. Muito provavelmente guardei um segredo no fundo daquele lago. Tenho a sensação que o gostava de ter de volta mas já nem sei em qual pedra o deixei preso ou se o deixei mal preso e ele se desprendeu e rumou caminho até ao pacífico. 
Pior do que não saber onde o deixei guardado, é não saber o que lá guardei.
Se não sei o que deixei, como posso sequer ter a sensação de sentir falta dela? será um segredo recalcado? Ou uma memória ficcionada que construí para preencher o vazio da minha vida presente? Ou será apenas mais uma invenção, igual a tantas outras, para dar sentido ao respirar de todos os dias?

Sinceramente já nem sei porque escrevo estas palavras, apenas sei que ficou alguma coisa presa a esta fotografia, que já nem sei se realmente era minha...



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