4.07.2009
3.25.2009
3.17.2009
3.07.2009
3.05.2009
Schlafen gut, disse-me ele.
Não respondi, não havia nada a responder. Responder poderia levar a um mau início de sono, pois teria que pensar em acordar, pensar em algo para responder e depois dizer. Após isso, já teria estragado a entrada nos sonhos dos dias anteriores, questão central na minha higiene do sono, continuar onde tinha parado no dia anterior. Guardava sempre um apontamento do dia anterior, que fazia sempre ao acordar. Isso não. Não respondi nada.... e perdi o sono à mesma....
by Me
Não respondi, não havia nada a responder. Responder poderia levar a um mau início de sono, pois teria que pensar em acordar, pensar em algo para responder e depois dizer. Após isso, já teria estragado a entrada nos sonhos dos dias anteriores, questão central na minha higiene do sono, continuar onde tinha parado no dia anterior. Guardava sempre um apontamento do dia anterior, que fazia sempre ao acordar. Isso não. Não respondi nada.... e perdi o sono à mesma....
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2.17.2009
1.31.2009
1.29.2009
1.28.2009
1.27.2009
1.21.2009
Nem sempre a noite é o que parece ser, nem as pessoas que a habitam, nem mesmo quando habitamos os mesmo sítios, há mesma hora, com as mesmas palavras... seguramente que os significados são diferentes, tal como as cores.... ninguém reparou que via tudo de vermelho, nem eu próprio, só no dia seguinte, ao rever as imagens da noite anterior reparei que estava tudo tingido de vermelho.......
By Me
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1.19.2009
Alguns beijos são relutantes....
Não se faz nada para que ele aconteça, mesmo com muito ensaio ou preparação, não é possível.
Será um beijo impossível?
Então porque o tentam?
Representam desejarem querer o beijo? Será que se pode viver desejando querer não querendo?
Uma forma de vida que aceita sem aceitar e que para os outros é indiferente que aconteça ou não?
Como pode um beijo ser tão inócuo e incómodo?
Se a vida fosse um beijo, seria igualmente complicado e ficava tudo na mesma, aguardando para que ele aconteça... até hoje....
By Me
1.13.2009
1.07.2009
1.05.2009
Ele era apenas um vizinho, mas nunca o via durante a luz do dia, ou cruzava-se com ele no corredor do prédio... apenas o via, sob luz forte e a sua silhueta. Em conversas com outros vizinhos, reparei que ninguém alguma vez tivesse cruzado com ele ou o tivesse visto. Ninguém sabia descrever a sua voz, a sua roupa... um dia, enquanto falava com o proprietário do prédio, sacou a informação que nem ele o tinha conhecido pessoalmente, tinha sido um advogado qualquer a tratar de tudo... mas quem é que seria esse inquilino? Alguém conhecido que desejava o seu anonimato? um criminoso? um doido? um psicopata?
Um dia deixou uma maquina fotográfica escondida no corredor do prédio, mas não conseguiu nenhuma foto melhor que esta... e apenas reforçou a existência do vizinho misterioso.
By Me
1.03.2009
Não sei o que me deu mas estou seguro de uma coisa, deixei algo naquele lugar. Muito provavelmente guardei um segredo no fundo daquele lago. Tenho a sensação que o gostava de ter de volta mas já nem sei em qual pedra o deixei preso ou se o deixei mal preso e ele se desprendeu e rumou caminho até ao pacífico.
Pior do que não saber onde o deixei guardado, é não saber o que lá guardei.
Se não sei o que deixei, como posso sequer ter a sensação de sentir falta dela? será um segredo recalcado? Ou uma memória ficcionada que construí para preencher o vazio da minha vida presente? Ou será apenas mais uma invenção, igual a tantas outras, para dar sentido ao respirar de todos os dias?
Sinceramente já nem sei porque escrevo estas palavras, apenas sei que ficou alguma coisa presa a esta fotografia, que já nem sei se realmente era minha...
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