5.26.2004

Tens memórias que desejarias apagar completamente da tua mente e isso era possível, serias capaz de o fazer? Acreditarias que isso era um processo irreversível da tua mente? E que isso seria uma mais valia na tua vida futura? O que aconteceria se a memória fosse um(a) ex-namord@? O que aconteceria se a visses outra vez (essa tal memória)? Recordar-te-ias?
Seguindo o mesmo raciocínio e sabendo que alguém te tinha apagado da sua mente que farias tu? Apagarias da tua mente essa pessoa que te pagou?
E fosse possível apagar todas a nossas memórias desagradáveis seríamos melhores ou piores pessoas? Se apagamos o que queremos esquecer depois não se lembra do que se deve evitar e recorreremos repetidamente no mesmo erro? Ou será que fica sempre alguma coisa lá, lá no nosso pequeno e maravilhoso cérebro do qual tão pouco percebemos (apesar de alguns suporem que um dia o controlaremos com químicos e drogas e seremos que nem super-homens – isto é os maníacos).
Jim Carrey apagou através do filme “O Despertar da Mente” a memória dos péssimos filmes onde apenas tem realizado as mesmas palhaçadas e caretas. A história poderia ter sido mal conduzida pelo realizador mas por mero acaso (terá realmente sido um acaso) guia-nos pelos confins da mente da personagem Joel, aquela que tem uma vida banal e não consegue compreender porque é que a namorada não se lembra mais dele. Devastado dorme para esquecer e quando acorda não se lembra de ter rasgado as folhas do seu caderno ou de alguma vez ter ido a montauk.
Dêem uma oportunidade a este triste palhaço e vejam o filme com atenção.


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